• Flor de Maracujá diz

    5 sugestões de vinho para passagem de ano

     

    As sugestões dos 5 vinhos que não pode faltar na passagem de ano são alentejanos. Verdade seja dita é que aprendemos a gostar de vinho. Dizem os especialistas que o paladar com o tempo torna-se mais apurado, assim como o vinho, quanto mais velho melhor.

     

     

     

    Neste momento já posso dizer que vivo numa região de muito bom vinho, a primeira sugestão é um vinho da Herdade dos Grous, é um ótimo vinho, intensamente frutado que revela uma grande concentração de forma a manter o prolongamento do seu sabor.

    Sugiro também o vinho Herdade do Pinheiro, muito bom de saborear e com boa relação qualidade/preço. É de uma Herdade perto da Vila, sou suspeita por isso mesmo, por ser um vinho da terra.

    À mesa dá um certo requinte, o vinho de Cortes de Cima pois é um vinho com mais de 30 anos e com excelente aroma, proveniente da Vidigueira, muito fresco e frutado.

    Gáudio apesar de ser um excelente vinho para se beber numa tarde de verão entre amigos e famílias, também se enquadra muito bem no jantar da passagem de ano. Imagino este vinho acompanhado com uma boa tábua de queijos e enchidos como entradas. Tem origem na Herdade de Ribafreixo, também da zona da Vidigueira.

     

     

     

     

    Por último, não menos importante, o vinho Malhadinha, é um vinho que apesar de uma complexidade na boca é intensamente frutado. Tem uma característica inigualável pois os seus rótulos da gama de vinhos são desenhados pela geração mais pequena da família. Pensando no futuro e com o coração.

     

     

     

    Partilho esta delícia de vinhos e desejo-vos um ótimo ano novo, cheio de sabores e desejos.

     

  • Flor de Maracujá diz

    Perdida nas resoluções para o ano novo 2019?

    Falta dois dias. O ano 2018 está a acabar e estou a ficar perdida nas resoluções para 2019. São tantas, e reuni-las todas é algo que a minha carteira infelizmente não consegue suportar, pelo menos algumas. Serei a única a sentir isto?
    No fim do ano a mudança é o tema mais abordado nesta altura, pois até um novo corte de cabelo conta. Os quilos extra adquiridos desde o Natal tem de ser perdidos e melhor altura que esta para começar uma nova transformação física. É o costume, novos hábitos alimentares e novos ginásios. Outro desejo muito frequente nas resoluções é a vontade de conhecer novas culturas e tradições: viajar, para este ano é também o meu desejo.

    Entre metas individuais ou colectivas, concluí-se que no fim do ano alguns objectivos foram adiados e outros consegue-se aprendizagens e memórias felizes. No entanto, partilho um segredo que vos pode ajudar: não esperem pelo novo ano, se há vontade que seja feito em qualquer dia e hora do ano, serão muito mais felizes.
    Talvez concorde que a celebração do fim do ano e o inicio de um novo traz uma motivação extra.

    Vamos ver se consigo este ano:

    • melhor saúde, pois passámos o fim do ano todos doentes.
    • viajar para fora do país em família, a Nair ainda tem 1 ano, até aos 2 anos é de aproveitar os bilhetes gratuitos
    • perder 4 quilos, a mudança de vida que fiz deixou-me um quanto ansiosa, e comecei a engordar para meu espanto, entre aniversários e festas, estes 4 quilos tem de ser perdidos
    • dançar e dançar, agora que estou de volta às origens, posso também começar as minhas danças, afinal de contas tenho 4 quilos para abater
    • começar a aproveitar a minha veia de cozinheira, detesto cozinhar só para mim, a imaginação nas minhas invenções culinárias não é a mesma, com casa cheia e de volta aos produtos biológicos da terra, as receitas são outras
    • ter o meu carro arranjado, durante o mês de dezembro o pai natal quis brindar-me antecipadamente com um acidente, culpa mía, mas gostaria do meu carrinho arranjado
    • ajudar uma instituição solidária, este ano, desde que fui mãe ouvi tanta história e estive mais atenta às campanhas solidárias de Natal que decidi ajudar de alguma forma uma instituição durante o ano.
    • chegar este cafuné a mais pessoas.

    Daqui a um ano, vamos ver se consegui concretizar tudo o que está nesta lista, vocês são testemunhas. Uma coisa garanto-vos,  pelo mentos vou tentar 🙂 A vossa lista? Já pensaram ou já está feita?

    Desejo-vos umas boas entradas para o novo ano com muito amor e alegria.

     

  • Flor de Maracujá diz

    Estou grávida e agora o que fazer?

    Agora respira… vais ter a melhor viagem da tua vida!

    Verdade que vais ter as hormonas alteradas, sentir imensos calores e claramente que irás engordar! Mas não te assustes, é uma fase cheia de amor pelo rebento que vem aí.

    No entanto há uma série de preocupações a ter em conta.

    Numa primeira fase, terás de decidir qual o Ginecologista/Obstetra que irá seguir a tua gravidez.

    Perceber se está tudo bem contigo e com o teu rebento é importante por isso assim que saibas que estás grávida deves visitar o teu ginecologista, se não tiveres um ginecologista deves  pensar num e e se possível que seja obstetra também. Se não for possível o teu ginecologista irá recomendar-te um obstetra.

    Irás perceber quanto tempo estás e depois de atingires as 11 semanas, irás fazer os exames mais importantes da gravidez, serão estes exames que irão determinar a data de previsão do parto, e mesmo que mais tarde a data seja alterada, é nesta primeira que tens de te guiar.

     

    Outro assunto importante, é onde ter o parto? Público ou Privado?

    Na minha opinião, e por experiência, nada tem de mal os públicos desde que seja um bom hospital público e se for maternidade ainda melhor.
    Eu tive a minha filha na Maternidade Alfredo da Costa, apesar de um parto complicado, adorei ter a minha filha lá, tive enfermeiras prestáveis, e partilhei a minha experiência com outras mães que gostei de ter conhecido.
    Não tem as melhores instalações, mas a verdade é que são dois a três dias e depressa estás em casa, e as maternidades são os melhores sítios e mais bem equipados para o grande momento. Não é por acaso que quando há problemas no parto, as mães são reencaminhadas para as maternidades.

    No entanto, se tiveres seguro e puderes beneficiar do privado, porque não? Nesses dois a três dias tens a possibilidade do teu marido por perto, é fundamental.

    Em vias de dúvidas podes agendar uma visita guiada. Quando decidires, tens de falar com o teu médico/médica de família e pedir a transferência para o hospital em questão caso seja fora da morada da tua residência.

     (Foto tirada na Maternidade Alfredo da Costa pelo pai babado)

    Numa outra fase, irá surgir a preocupação de ter apoios de seguros de saúde e abonos da Segurança Social.

    É a parte mais chata. Se tiveres seguro e fores beneficiar dele durante a gravidez, apenas ter em conta se tens o melhor seguro de saúde para incluíres o teu bebé.
    Se não tiveres, pedir a meia dúzia de seguradoras simulações que incluam.

    Se optares por acompanhamento público, estás safa desta papelada toda.

    Na Segurança Social, antes de pedires seja o que for, certifica-te que os teus dados no cartão cidadão estão corretos, principalmente a tua morada.
    Trata todas as questões via online, é o mais rápido.
    Basta imprimires o modelo de requisição que pretendes, preencheres, digitalizares e anexares o documento na página segurança social direta.
    Toda a mulher que esteja grávida, tem direito a pedir à Segurança Social dois abonos, o pré-natal e o de criança ou jovem.
    Mesmo que aches que não irás ter, não custa enviar, às vezes há surpresas.
    O abono pré-natal pode ser pedido a partir da 13ª semana de gravidez, tens direito a receber faseado ou tudo no final da tua gravidez. Demora sempre um pouco a ser recebido.
    O abono de criança pode ser pedido no primeiro dia que o teu bebé nasce. Os valores variam consoante uma série de requisitos que a Segurança Social se importa na validação do abono.

    Para mais informações segue o link externos ao blog:
    http://www.seg-social.pt/abono-de-familia-pre-natal2
    http://www.seg-social.pt/abono-de-familia-para-criancas-e-jovens

    Deves ter uma alimentação equilibrada e se a tua gravidez permitir alguma actividade física.
    Atividade física é importante, a não ser em casos excepcionais onde a gravidez atravessa complicações. Digamos que começas a ter uma preparação para o grande dia.

    Por último e não menos importante o momento da decoração do quarto do teu bebé. E não esquecer a lista de enxoval que a flor de maracujá já vos deixou no blog, segue o link:

    http://cafune.pt/blog/2019/01/04/a-lista-do-enxoval-do-bebe/

     

    Espero que vos ajude este post 🙂 Alguma dúvida partilhem.

     

  • Cafuné à mesa

    Tudo a postos para a consoada?

    A saga da corrida de natal continua, mas agora à procura do melhor Perú, bacalhau, cabrito e polvo.

    Aqui no Alentejo há tradição à mesa. É costume os fritos, sonhos, azevias de grão e fitas de mel (as minhas favoritas) e as fatias douradas, no norte do país mais conhecidas como rabanadas.

    Para além do bacalhau e Perú recheado, algumas famílias optam pelo polvo ou cabrito. Houve anos que já experimentamos um ou outro. O recheio do Perú dá muito trabalho a fazer, mas é maravilhoso.

    O bolo rei não pode faltar na mesa, o bom vinho e pão alentejano também não, e para mim o tronco de natal é a cereja no topo do bolo.

    Entre fritos e comidas, os doces é a parte mais cobiçada e que acompanha o resto de natal, costuma haver na mesa o mousse de chocolate, a delicia de verão (a minha avó faz uma variação para inverno, mas tal como o nome indica é mesmo uma delícia), a tarte de amêndoa,o pão de rala, a caixa de ferrero rocher. Este ano ainda não sei, vamos fazer menos, uma vez que sobra sempre muito.

    Este ano, a minha querida mãe optou por uma decoração muito natalícia à mesa, uns guardanapos de pano vermelhos e um centro de mesa, muito bonito que se segue nas fotos abaixo.

    Resumindo, está tudo a postos para a consoada.

    Um feliz Natal! 🙂

  • Flor de Maracujá diz

    A festa do primeiro aniversário da Nair

    O tempo passa rápido e desde que sou mãe mais rápido ainda passa.

    Parecia ontem que estava a entrar na maternidade com as águas rebentadas do meu feijãonito. Já passou um ano! A minha filha já tem 1 aninho, fez no dia 14 de Dezembro.

    Por norma, planeio as coisas com muita antecedência, já o Pudim diz que sou maluca, que falta muito tempo. Mas se deixar para a última da hora acho que dá-me um ataque de nervos. Fizemos uma festa de aniversário no dia 15 de Dezembro à tarde.

    Entre os muitos temas existentes, os desenhos animados a Marsha e Urso, a Patrulha Pata, o Mickey & Minnie, escolhemos uns bonecos, os Sunny Bunnies que não há à venda no mercado em festas temáticas. Como a  Nair adora o genérico e apesar de o tema não estar à venda decidi arriscar e pensar numa solução.

    Depois de muito analisar, consegui perceber que podia conjugar a decoração do tema da festa com cores do arco-íris pois são bonecos pomposos, felpudos e que falam entre eles a linguagem de bebé e claro, são as cores do arco-íris.

    Aparecem com o nascer do sol e tem aventuras engraçadas, cada um com a sua personalidade.

    O Turbo  é laranja, o mais radical e aventureiro.

    A íris, a mais sensível e vaidosa.

    O laranja Big Boo que gosta de comer e é gordinho e também, o mais preguiçoso.

    A Shinny, super catita e malandra.

    O Hopper, o verde, mais pequenito mas rápido.

     

     

    A decoração surge num centro, onde estão os doces, optámos por pratos coloridos, assim como os copos, talheres e guardanapos. Toda a parte decorativa das mesas e paredes são as cores do arco-íris, com papel crepe desenhei um. Comprámos balões de várias cores e um balão gigante de 1 ano e colocámos também no centro.

    O bolo foi “copiado” por um modelo já existente de um bolo que encontrei nas minhas pesquisas, mandei fazer na margem sul, numa pastelaria muito boa e económica, e os convites foram feitos por mim.

    As ementas foram combinadas com a Dona Olga, uma gerente de um restaurante de Ferreira do Alentejo, o Salgadinho. Queijos, carnes mistas e saladas mais bebidas, ela fez tudo.

    Os doces e as comidas para a criançada planeei entre mim e as avós da Nair.

    Decidi descongelar um bolo especial, o bolo do chá de bebé, foi algo simbólico e giro de saborear no dia do primeiro aniversário da Nair.
    Eu e o Pai escolhemos fotos a representar uma cronologia desde o primeiro mês até à data, mandei imprimir, e pendurei num género de corda de estendal com molas de várias cores.
    Como lembranças, para os adultos oferecemos uma fotografia da Nair, tirada na sessão da escolinha. Para os mais pequenos, gomas em saquinhos de arco-íris.

    O primeiro aniversário da Nair foi cansativo mas memorável.

     

  • Cafuné à mesa

    Chilli à moda alentejana

    A minha família tem raízes alentejanas mas gostamos de explorar outros tipos de comida, a mexicana e italiana são das minhas favoritas, pelos temperos.

     

    Temos influência da cultura latina e como tal, um dos pratos que mais gosto de fazer e que comemos com frequência é o chilli. Quem sabe do que se trata na realidade é apenas uma pasta de feijão com carne de vaca moída, mas  costumo dizer que o chilli cá de casa é à moda alentejana, pois gosto de misturar muita chiça. Confesso, aprendi com a melhor, a minha mãe.

     

    Ingredientes:

     

     

    • 1 lata de feijão preto/encarnado cozido
    • 400 gramas de carne de vaca moída

     

    • 1 chouriço Picante
    • 1 pimento vermelho
    • 1 pack de bacon fumado
    • Uma mão cheia de cogumelos cortados aos bocados
    • 1 lata de milho
    • 1 abacate
    • Polpa de tomate (Mistura de tomates com polpa de tomate)
    • 1 taça pequena de azeite
    • 1 pitada de pimenta
    • Limão q.b
    • Vinho branco q.b
    • Cominhos q.b
    • 1 cebola grande
    • 1 folha de louro
    • 1 pitada de salsa
    • 1 pitada de sal

     

    Com muito amor temperar a carne moída com sal, pimenta, limão e um pouco de vinho branco, no fim acrescentar folha de louro.

    Entretanto colocar o recipiente da carne moída selado pois tem de deixar repousar entre 20 a 30 minutos.

    Não deixe a faca de lado, entretanto vai ao armário dos tachos e procure o tacho maior que tiver, bem não é preciso muito grande, apenas grande.

     

    Picar 1 cebola grande, adicionar 1 taça pequena de azeite e cortar um pouco de pimento vermelho e também tomates aos bocados para dentro do tacho. De certeza que passaram os 20 a 30 minutos e colocar a carne, o bacon e o chouriço picante, deixar envolver os temperos.

    Acrescentar uma dose extra de pimenta e sal caso seja necessário.

    De seguida é como se fosse uma salada russa, não tem nenhuma ciência, apenas acrescentar por ordem de cozedura os ingredientes, cogumelos,  milho, e o feijão, juntar polpa de tomate, mais de metade do frasco.

    Mimar o conteúdo com cominhos e deixar cozer por 20 minutos a 30 minutos.

    Enrolar o conteúdo no wrap e fazer o chamado burrito adicionando abacate cortado aos cubos ou então servir no prato com arroz branco solto.

    Provar e temperar com Salsa fresca. E está pronto a servir!

     

    P.S para os mais corajosos mesmo no prato colocar mais picante, aqui em casa temos um viciado em picante.

     

    Agora pergunto-vos, que tal? Ficou bom? Fico a espera das vossas partilhas.

  • Flor de Maracujá diz

    As Inspirações de Natal

    A decoração de Natal traz aconchego a qualquer casa. No meu antigo trabalho tinha uma colega que nesta altura esmerava-se na decoração de natal, era tudo planeado, a árvore de natal tinha de ter elementos a condizer com a toalha da consoada.

    Tinha de haver verdes e vermelhos espalhados, confesso que sou fã de decoração natalícia, mas este ano o meu natal está a ser diferente.

    Atribulado pois tive e tenho dois aniversários muito importantes e uma grande mudança de vida, mas ainda assim na casa da margem sul fizemos uma árvore de natal. Logo em Novembro, com elementos prateados e azuis, são tons que gosto muito, mas Natal que é Natal não pode faltar os vermelhos já a minha ex-colega dizia.

    Ainda sonho ter uma decoração toda ela pensada assim como a minha colega.

    De qualquer das formas, gosto sempre de ver inspirações natalícias e a flor de maracujá partilha alguma dessas inspirações para vos inspirar nas vossas decorações.

    As entradas decoradas tornam-se bastante convidativas, especialmente com luzes. Em Portugal, ainda não é muito comum, ao contrário da América, que há uma competição pela decoração exterior da casa, esmeram-se muito das luzes.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    À falta de vermelho, o Natal com tons neutros é relaxante. Eu adoro!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Árvores para todos os gostos, há quem opte por uma decoração pensada para os mais pequenos, mais infantil.

    Outros enchem a árvore toda com muitos elementos pois o objetivo é não se ver um bocado de pinheiro.

    Não desgosto, mas acredito que para o ano opte pela via mais infantil, até porque a minha pequena já terá mais noção.

    A cozinha, os cantos, os corredores também não fogem desta decoração. Para os nossos bolsos é dispendioso, mas hoje em dia, já há formas mais económicas e criativas de obter uma decoração de natal.

     

    Imagens: Pinterest

     

     

  • Flor de Maracujá diz

    A sensação de ser mãe

    Durante meses e às vezes ainda continuo a ouvir esta pergunta: “Qual a sensação de ser mãe?”

    Acredito que é no sentido de perceber se também é difícil para mim ser mãe como também é para as mães que me perguntam.

    Verdade, não é fácil! Arrependo-me? Claro que não, acho que daqui a uns meses se conseguirmos ter benefícios nesta mudança de vida, apostaria em mais um feijão.

    Para quem me conhece já fez a segunda questão “E a dança?” A dança irá surgir a seu tempo mas noutros modos e com outras prioridades. Confesso que foi o mais difícil de gerir emocionalmente mas aprendi que para conquistar certas coisas devemos às vezes andar para trás para conseguir atingir mais metas e ter sucesso na nossa vida.

    A Nair não foi e não é um bebé difícil de criar ou ensinar. Já começou a revelar uma distinta personalidade e aparentemente é forte para além de espertalhona a miúda é teimosa. Penso que tem a quem sair …

    Mas foi um bebé que desde cedo sempre mostrou-se independente. Adora colo e adora mimo, mas sempre que a deixo em algum sítio raramente chora, fica sossegada com os seus brinquedos ou com os desenhos animados na televisão, está sempre na sua!

    Confesso que a sensação de ser mãe traz alguma ansiedade, o coração está sempre a querer saltar, e às vezes o ritmo dispara, apesar disso é uma grande sensação ter algo que é nosso, como se diz “sangue do meu sangue”.
    É um aconchego e um conforto do nosso coração, um amor incondicional.

    A sensação não é completamente positiva, nem tudo é um mar de rosas, mas são as coisas menos positivas que torna a experiência de mãe mais vivida.

    Soube que ia conseguir e tive as minhas dúvidas. Houve momentos que as hormonas falaram mais alto e o meu corpo sofreu alterações que não gostei, a minha vida mudou e tornei-me mais forte.

    No fundo, ganhei mais um amor, um amor para a vida toda.

    Importante que tentei sempre não esquecer-me de mim enquanto mulher, eu e o pudim somos o primeiro exemplo que a nossa filha tem. Se queremos a nossa filha independente e lutadora e feliz, temos de mostrar que por mais barreiras que nos sejam inerentes que conseguimos ultrapassar, com esforço e dedicação. O elemento chave é sempre acreditar naquilo que gostamos de fazer!

    Sou a favor que devemos ter medo, é bom questionar e mostrar as nossas fraquezas, saberemos que é a forma mais eficaz de tornarmos fortes. Sermos humildes.

    Enquanto mãe e mulher e depois de conhecer muitas outras experiências, sei que somos muito fortes, carregamos connosco uma responsabilidade muito grande, e por vezes o tempo não nos deixa baixar braços. São muitas as vezes que nos momentos mais cansativos, vamos buscar forças do nosso interior para conseguirmos fazer acontecer.

    A sensação de ser mãe é uma avalanche de emoções. Boas e menos boas, mas uma aprendizagem.  Para mim, a melhor viagem de todas. E esta, nunca vou desistir! Amo a minha filha.

     

  • Cafuné à mesa

    A tiborna de laranja

     

    Sempre que bebo chá de maçã e canela recordo-me da cozinha da minha avó e do cheiro a pão quente à noite. Assim que ouvia o meu avô a subir as escadas, já sabia o que ia comer.

    Lembro-me dessas noites que a minha avó fazia a receita da tiborna de laranja.

    Desde que vim para Lisboa nunca mais comi, nem ouvi mais falar, à excepção de um sítio da Casa de Chá da D.Tília que apresentava o conceito de tibornas mais elaboradas e com outros ingredientes. Por sinal, um dos meus sítios favoritos em Lisboa.

    Mas aquela de Laranja, nunca mais comi.

    Hoje fiz aqui em casa, não tenho um forno de lenha, mas fiz no forno a gás. Mergulhei em azeite e a seguir fez-se magia.

    Para os mais tentados, segue a receita deste cafuné maravilhoso em dias de sol de inverno.

     

    Ingredientes:

     

    • 1 pão alentejano fatiado.
    • 1 laranja
    • Açúcar
    • 1 taça de azeite.
    • 1 pitada de canela.



    Levar ao lume um pão alentejano fatiado.

    Molhar em azeite, e por fim, polvilhar com açúcar, sumo de laranja e pitada de canela a gosto.

     

    Servir com chá de canela e maçã.

     


    Bom proveito!

     

     

  • Encantos com cafuné

    Qual a paragem?

    É aqui, em Ferreira do Alentejo, uma vila pacata com mais de 500 anos de existência.
    Reza a lenda que havia uma guerreira, esposa de um ferreiro que defendeu o povo dos invasores bárbaros, mais tarde viria a ser o nome desta vila, Ferreira do Alentejo.  

    Uma vila sem trânsito em pontes e tráfego humano em autocarros e metros, era o que eu mais queria. 

    Pela manhã paira o cheiro a pão. Quando andava na escola primária havia uma padaria a caminho, todos os dias passava por lá, adorava aquele cheiro a pão quente saído do forno a lenha. Hoje, conheço algumas pastelarias, mas o pão é fabricado noutras instalações.

    Há boas açordas, popias caseiras e doces, tibornas deliciosas e feijoada de carrasquinhas. Há migas e carne de porco à alentejana, típico! Nada de novo para quem conhece minimamente o Alentejo. 

    É a vila de passagem para quem viaja entre Lisboa e Algarve, também conhecida pela capital do azeite Oliveira da Serra, da uva sem grainha Vale da Rosa e do vinho da Herdade do Pinheiro. A todos estes encantos, falta frisar que é uma zona privilegiada pela rega das águas do Alqueva.

    Como é a vila de muitos avós, por sinal é vila dos avós da Nair e também dos meus. 

    Existem contos de casas com história e há quem diga que algumas são assombradas, surge encantos de arte sacra e de pintura alentejana por ruas e edifícios emblemáticos. Há alvorada com galos a cantar e pardalitos a cantarolar.

    Ouve-se crianças a correr no jardim, na piscina e na escola. Sabe-se de crianças na biblioteca e em atividades de lazer.

    Aqui, a alegria é muita nas festas e bailes do Povo, também o Teatro Riteté entretêm as pessoas com peças castiças, desde os mais novos aos mais graúdos. Há bares com tradição e criatividade, barragem e parque de campismo em Odivelas. Para quem é fã de turismo rural, por aqui temos opções como Monte da Chalaça e o hotel O’Gato.

    Em tempos, houve cinema, fechou mas voltou a abrir e com pipocas. É uma vila com paisagens lindas de pôr-do-sol e ótimos invernos de lareira. 
    Há pessoas que se conhecem e que se ajudam.

    Para vocês sou a mãe, a flor de maracujá que fugiu para o Alentejo. Mas na paragem sou a geração mais nova da família Lebre.