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Mês da mãe, mês de muito trabalho e muito amor.
Desculpem, desculpem! O cafuné não tem tido notícias, mas tenho tantas.
Tenho tanta coisa boa e nova para contar, mas não tenho conseguido, tenho vivido uma grande adaptação, comecei a trabalhar, voltei a “estudar”, estou a dar aulas de dança, tenho passeado pelo Alentejo, tenho ido a todos os eventos da terrinha e no meio disto a minha pequena volta e meia está com viroses. Prometo a seu tempo mostrar-vos encantos do alentejo e os eventos da terrinha.
Falando hoje um pouco do dia da mãe fui surpreendida pelas 5.30, preparava o biberão de leite da pequena quando surge com uma caixinha.
Lá dentro estava um relógio e uma pulseira, e o olhar dela curioso sem saber do que se tratava, culpa do pai!
Foi um dia muito bem passado e cheio de sol. Estava um dia muito bonito e fomos almoçar um sítio que se chama Adega do Monte do Pedral, uma adega recheada de tradição alentejana numa vila alentejana que se chama Cuba.
Fui muito mimada e presumo que todas as mães tenham sido mimadas.
Já é o segundo ano que passo por este dia, o dia da mãe, mas na realidade sou mãe todos os dias desde que soube que o ia ser.
Esta viagem maternal tem sido uma experiência muito boa e de alguma forma tem mostrado a melhor versão de mim, enquanto mãe e pessoa. Não é fácil e não é um mar de rosas, mas é um ótimo desafio cheio de oportunidades. É uma viagem cheia de ensinamentos.
Nos primeiros tempos, foi complicado largar-me dela, não conseguia ir a lado nenhum sem ela. Chegou o regresso ao trabalho, doloroso esse dia, escorria-me lágrimas tanto por fora como por dentro, um aperto muito grande. Mas passou… e surge uma fase melhor.
A fase das descobertas pelos sabores, pelos jogos, pelas curiosidades, pelas primeiras palavras.
Assim se passa praticamente 1 ano e meio desde que ela nasceu, e o tempo voa e de que maneira. Cada dia aquilo que represento para ela e que sou reflete neste ser tão pequeno e inteligente. Ela é muito espertinha, até demais!!! até porque é muito asneirona!
Viro costas e já está a riscar com lápis os móveis brancos. Vou para lavar o móvel e já está agarrada aos tachos. Tem a quem sair, era terrível e o pai também era.
Eles crescem rápido e nós também crescemos. Quanto mais velha, sinto que mais certezas tenho, mais força ganhei e mais prazer pela vida eu tenho. Quem concorda?
Amor de mãe é sacrificar-nos mas no fundo amar os nossos filhos e amarmo-nos enquanto pessoas.

